Romário detona Ancelotti, Vini Jr e Endrick: “Foda-se, ele tem que fazer o gol!”

Romário, herói do tetracampeonato de 1994, durante entrevista sobre a Seleção Brasileira

A eliminação precoce do Brasil na Copa do Mundo 2026 virou terremoto. E ninguém falou mais alto do que Romário. O herói do tetra não poupou Carlo Ancelotti, cravou que o contrato do italiano precisa ser rasgado assim que o torneio acabar, e usou uma frase que já corre o país inteiro sobre a chance perdida de Endrick contra a Noruega: “Foda-se, ele tem que fazer o gol!” Vinicius Junior também entrou na mira. A Seleção não perdeu só um jogo. Perdeu o projeto.

Romário pede a rescisão do contrato de Ancelotti

Romário defende que o contrato de Carlo Ancelotti seja rescindido imediatamente após a Copa do Mundo. O argumento é direto: o italiano foi contratado com uma única missão — trazer o hexa — e caiu antes das semifinais diante da Noruega. Para o campeão de 1994, não houve projeto de jogo, não houve identidade e não houve cobrança sobre os jovens atacantes.

Ancelotti chegou como o primeiro técnico estrangeiro da era moderna da Seleção, cercado de credibilidade e títulos europeus. Nada disso protege alguém no Brasil depois de uma eliminação. Aqui, Copa do Mundo não é competição: é acerto de contas nacional a cada quatro anos, e o técnico é sempre o primeiro nome da lista.

A voz de Romário pesa mais do que a de qualquer analista. Foi ele quem quebrou o jejum de 24 anos em 1994, carregando um time inteiro nas costas. Quando o Baixinho diz que o ciclo acabou, a CBF não tem como fingir que não ouviu.

“Ele tem que fazer o gol”: a fúria contra Endrick

A crítica mais dura foi para Endrick. Romário se recusou a aceitar a idade do atacante como desculpa pela chance perdida contra a Noruega. Para ele, um camisa 9 da Seleção escalado num mata-mata é julgado por uma coisa só no momento decisivo: a bola nas redes. Não existe atenuante, não existe curva de aprendizado dentro de uma Copa.

A cobrança faz sentido dentro da lógica brasileira. Endrick foi vendido ao país como o herdeiro natural da camisa 9, o garoto que resolveria jogos grandes. No jogo maior de todos, o lance que decidia a vaga passou por ele. E não entrou. É essa a imagem que sobra da campanha.

O problema é que a responsabilidade nunca deveria estar concentrada num garoto. Uma Seleção que depende do acerto de um jovem atacante num único lance de mata-mata já tinha um defeito estrutural muito antes daquele chute.

Vinicius Junior e o eterno abismo entre clube e Seleção

Vinicius Junior também foi alvo. Romário apontou o velho problema: o brilho absoluto no Real Madrid não se transferiu para a camisa amarela. O atacante foi considerado intermitente, decidido demais no drible individual e ausente demais nos minutos que decidiam a classificação.

Esse abismo entre o Vini do clube e o Vini da Seleção é o debate mais desconfortável do futebol brasileiro atual. No Real, ele tem um sistema construído ao redor dele, referências fixas e um elenco que sabe exatamente quando lhe dar a bola. Na Seleção de Ancelotti, ele foi mais um talento solto num ataque sem hierarquia.

A Noruega, ironicamente, deu a aula oposta. Um time com menos nomes, mas com clareza total sobre quem carregaria a responsabilidade nos momentos finais. Foi essa organização, não o talento individual, que definiu quem seguiria vivo na Copa.

O que vem agora para a Seleção Brasileira

A saída de Ancelotti parece questão de tempo, mas trocar o técnico resolve pouco. O Brasil acumula eliminações precoces desde 2006 com treinadores de perfis completamente diferentes — brasileiros, interinos, e agora um europeu multicampeão. O padrão que se repete não é o nome do banco: é a ausência de um projeto de longo prazo.

Endrick e Vinicius Junior continuarão sendo a base do próximo ciclo, gostem os críticos ou não. Ambos estarão em idade ideal para a próxima Copa. A pergunta que a CBF precisa responder não é quem sai, mas quem constrói um sistema em que esses jogadores rendam o que rendem na Europa.

O hexa fica adiado outra vez. E o discurso de Romário, por mais brutal que tenha soado, expressa exatamente o que o torcedor brasileiro sente: cansaço de ver talento demais e time de menos.

FAQ

Por que o Brasil foi eliminado da Copa do Mundo 2026?

O Brasil foi eliminado pela Noruega na fase de mata-mata. A Seleção desperdiçou chances decisivas, incluindo uma oportunidade clara de Endrick, e não conseguiu impor um jogo coletivo consistente apesar do elenco cheio de talento individual.

O que exatamente Romário falou sobre Endrick?

Romário se recusou a aceitar a juventude do atacante como desculpa pela chance perdida contra a Noruega, dizendo que um camisa 9 da Seleção escalado num mata-mata tem uma obrigação única no momento decisivo: fazer o gol.

Ancelotti vai sair da Seleção Brasileira?

A posição dele está muito fragilizada. Ancelotti foi contratado como primeiro técnico estrangeiro da era moderna da Seleção com a missão explícita de vencer a Copa. Após a eliminação antes das semifinais e a cobrança pública de Romário, uma saída ao fim do torneio é o cenário mais provável.

Por que Vinicius Junior não rende na Seleção como no Real Madrid?

No Real Madrid, Vinicius joga num sistema construído ao redor das suas características, com referências fixas e companheiros que sabem quando acioná-lo. Na Seleção, ele atuou num ataque sem hierarquia clara e com pouca estrutura coletiva para explorar o seu jogo.

Endrick e Vinicius Jr continuam no projeto da Seleção?

Sim. Ambos estarão em idade ideal no próximo ciclo e devem seguir como base do ataque brasileiro. O desafio da CBF não é substituí-los, e sim construir um sistema tático em que eles rendam na Seleção o que já rendem nos clubes europeus.

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By sasha

Sasha é redator de futebol e analista de partidas da Copa do Mundo 2026. Especializado em tática, momento das seleções e mercados de apostas, Sasha analisa cada jogo, as escalações prováveis e as odds para o leitor acompanhar o torneio com vantagem.

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