
Craig Gordon na Copa do Mundo 2026 é daquelas histórias que nem novela das nove teria coragem de escrever. Em março deste ano, um cirurgião de coluna disse na cara do goleiro escocês de 43 anos: o tratamento da lesão no pescoço podia deixá-lo paralisado, ou pior, matá-lo. Quatro meses depois, ele encerrou a carreira nos Estados Unidos como o jogador mais velho da Copa, vestindo a camisa de uma Escócia que não disputava um Mundial havia 28 anos. Para o torcedor brasileiro, acostumado a ver goleiros durarem para sempre, essa supera qualquer marca de longevidade que a gente conhece.
A consulta médica que quase encerrou tudo
Em março de 2026, Craig Gordon viajou a Londres para se consultar com Usamah Jannoun, especialista em coluna vertebral. O médico não suavizou nada, segundo a BBC Sport: “Você leu o folheto de informações. Você pode ficar paralisado, você pode morrer…” Era o preço para tratar a lesão no pescoço do goleiro do Hearts.
Aos 43 anos, quase qualquer jogador teria pendurado as luvas ali mesmo. Gordon, não. A carreira dele é uma coleção de voltas por cima: uma grave lesão no joelho o tirou dos gramados por dois anos no início da década de 2010, ele voltou ao topo no Celtic, e em 2022 sofreu dupla fratura na perna, aos 39 anos, quando ninguém apostava em mais um retorno. Ele voltou de novo.
O mais velho da Copa 2026: onde ele fica na história?
Com 43 anos, Craig Gordon é o jogador mais velho da Copa do Mundo 2026. Se entrar em campo, vira o segundo mais velho da história dos Mundiais, atrás apenas do egípcio Essam El-Hadary, que jogou contra a Arábia Saudita em 2018 com 45 anos e 161 dias.
Para o torcedor brasileiro ter noção: Gordon nasceu em dezembro de 1982, poucos meses depois da Seleção de Zico e Sócrates encantar o mundo na Espanha. Ele tem idade para ser pai de boa parte dos convocados da própria Escócia, e é 18 anos mais velho que Estêvão, a joia da geração brasileira.
Escócia de volta à Copa depois de 28 anos, e o Brasil está nessa história
A última Copa da Escócia foi em 1998, na França, e o rival do jogo de estreia daquele Mundial foi justamente o Brasil: vitória canarinho por 2 a 1, com gol contra de Tom Boyd definindo o placar. Desde então, a Tartan Army esperou 28 anos para voltar a um Mundial.
Gordon acumulou mais de 80 jogos pela seleção escocesa desde 2004 sem nunca disputar uma Copa. Encerrar a carreira no maior palco do futebol, meses depois de quase perder tudo numa mesa de cirurgia, coloca a trajetória dele num nível de superação que poucos atletas do torneio podem reivindicar.
A lição de longevidade que vale para os goleiros brasileiros
O Brasil conhece bem goleiros longevos: Rogério Ceni jogou até os 42 anos e Fábio, do Fluminense, segue batendo recordes de partidas passados os 40. Gordon entra nessa mesma prateleira, mas com um agravante que nenhum deles enfrentou: voltar de uma lesão que ameaçava a própria vida.
O caso reforça o que o futebol moderno já mostrou: a posição de goleiro envelhece em outro ritmo. Leitura de jogo, posicionamento e liderança compensam a perda física, e histórias como a de Gordon explicam por que técnicos seguem confiando em veteranos debaixo das traves.
FAQ
Quantos anos tem Craig Gordon na Copa do Mundo 2026?
Craig Gordon tem 43 anos e é o jogador mais velho da Copa do Mundo 2026, considerando todas as posições.
Ele é o jogador mais velho da história das Copas?
Não. O recorde é do egípcio Essam El-Hadary, que atuou aos 45 anos e 161 dias na Copa de 2018. Gordon se torna o segundo mais velho da história caso entre em campo.
Que lesão quase encerrou a carreira de Craig Gordon?
Uma lesão no pescoço. Em março de 2026, o cirurgião de coluna Usamah Jannoun avisou que o tratamento envolvia risco de paralisia e até de morte.
Quando foi a última Copa do Mundo da Escócia antes de 2026?
Em 1998, na França, 28 anos antes. Na estreia daquele Mundial, a Escócia perdeu por 2 a 1 justamente para o Brasil.
Em qual clube Craig Gordon jogava antes da Copa 2026?
No Hearts, da Escócia. Ao longo da carreira ele também defendeu o Celtic e o Sunderland, da Inglaterra.
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