Oficial: Reijnders deixa o Manchester City e assina com o Al-Qadsiah por £52 milhões

Netherlands midfielder Tijjani Reijnders playing for Manchester City

Durou exatamente uma temporada. Tijjani Reijnders, volante holandês de 28 anos, foi oficialmente anunciado pelo Al-Qadsiah por £52 milhões, deixando o Manchester City com contrato válido até 2030. Chegou de Milão por £46,5 milhões, saiu com dois títulos, sete gols e a sensação de que nunca foi o jogador que a Inglaterra esperava.

A negociação: £52 milhões e saída confirmada

O Al-Qadsiah fechou a contratação de Reijnders por £52 milhões, algo em torno de 60 milhões de euros. O Manchester City tem um pequeno lucro contábil sobre os £46,5 milhões pagos ao Milan há doze meses, libera um salário alto e abre uma vaga no meio-campo que precisa ser redesenhada.

Vale registrar o tamanho do movimento: um clube saudita pagou £52 milhões por um titular da seleção holandesa de 28 anos, sob contrato até 2030 num dos maiores clubes do mundo. Não é mais o mercado de veteranos em fim de carreira. É concorrência direta com a Europa.

O que deu errado no Manchester City

Os números: 50 partidas em todas as competições, sete gols, títulos da FA Cup e da Carabao Cup na última temporada de Pep Guardiola no comando. Não é um fracasso absoluto, mas está longe do que se esperava de quem era o motor do meio-campo do Milan.

O problema foi de encaixe. O meio-campo do City exige disciplina posicional milimétrica, e Reijnders é um jogador de condução, ritmo e improviso — o tipo de futebol que o brasileiro entende bem. Sem liberdade para atacar o espaço, virou coadjuvante caro.

Copa do Mundo 2026: começou titular, terminou no banco

Reijnders foi titular nos três jogos da fase de grupos da Holanda na Copa de 2026. Na queda para o Marrocos, nos 32-avos de final do novo formato, ficou os 90 minutos no banco sem entrar. Poucos dados resumem tão bem uma temporada quanto esse.

É aí que a transferência ganha lógica. Aos 28 anos, com o lugar na seleção ameaçado antes das próximas convocações, jogar todo fim de semana pesa mais do que o escudo no peito. O Al-Qadsiah oferece protagonismo imediato.

O que isso diz sobre a rota saudita para os brasileiros

A Arábia Saudita deixou de ser aposentadoria e virou etapa de carreira — algo que o futebol brasileiro percebeu antes de quase todo mundo. Dezenas de jogadores formados no Brasil fizeram esse caminho nos últimos anos, e o caso Reijnders mostra que agora os clubes sauditas disputam alvos diretamente com Premier League e LaLiga, não apenas recolhem sobras.

Para os clubes brasileiros, há uma leitura prática: valorizou o meio-campista que sai jogando e chega à área. Se um perfil como o de Reijnders vale £52 milhões, os volantes técnicos formados no Brasil têm um teto de venda mais alto do que se imaginava há duas janelas.

E agora, City?

O City vive a transição pós-Guardiola e precisa reconstruir o miolo. Vender por £52 milhões um jogador comprado há um ano é admitir o erro, mas também recuperar caixa rápido para corrigir a rota — algo que o clube inglês faz sem drama há uma década.

Para Reijnders, a missão é voltar a ser dono do jogo, como era na Itália. Se conseguir, a Holanda pode reabrir a porta. Se não, a Copa de 2026 terá sido o ponto mais alto de uma carreira que prometia mais.

FAQ

A transferência de Reijnders para o Al-Qadsiah está confirmada?

Sim, é oficial. Tijjani Reijnders deixou o Manchester City e assinou com o Al-Qadsiah por £52 milhões.

Quanto o Manchester City pagou ao Milan por Reijnders?

£46,5 milhões, no verão europeu anterior. Um ano depois, o clube o vendeu por £52 milhões.

Quantos jogos e gols ele fez pelo Manchester City?

Foram 50 jogos em todas as competições e sete gols, com títulos de FA Cup e Carabao Cup na última temporada de Guardiola.

Como foi a Copa do Mundo 2026 dele?

Titular nos três jogos da fase de grupos da Holanda, mas ficou no banco sem entrar na eliminação para o Marrocos nos 32-avos de final.

Por que sair da Premier League aos 28 anos?

Por protagonismo e contrato. Ele perdeu espaço no City e na seleção no fim da Copa, e o Al-Qadsiah garante titularidade e condições financeiras que a Europa não estava oferecendo.

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By sasha

Sasha é redator de futebol e analista de partidas da Copa do Mundo 2026. Especializado em tática, momento das seleções e mercados de apostas, Sasha analisa cada jogo, as escalações prováveis e as odds para o leitor acompanhar o torneio com vantagem.

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