
Gianni Infantino escolheu o Marrocos para mandar um recado ao mundo do futebol. Convidado das celebrações da Festa do Trono, presididas pelo rei Mohammed VI na cidade de M’diq, o presidente da FIFA afirmou se sentir “em casa” no Reino e demonstrou entusiasmo com a participação marroquina na organização da Copa do Mundo de 2030, a edição do centenário. As declarações foram publicadas pela agência estatal Maghreb Arab Press nesta sexta-feira, 31 de julho de 2026.
O que Infantino falou em M’diq
“Estou em casa neste grande país, o Reino do Marrocos, para participar das celebrações da Festa do Trono”, disse o dirigente, segundo a agência Maghreb Arab Press. A fala aconteceu à margem da recepção oficial presidida pelo rei Mohammed VI, em M’diq, no litoral mediterrâneo marroquino.
Na sequência, Infantino tratou da Copa de 2030 e celebrou o fato de o Marrocos estar entre os organizadores da edição do centenário. O suíço-italiano é conhecido por comparecer a eventos institucionais em países-sede, mas a presença em uma data nacional, fora de qualquer calendário esportivo, reforça o peso político do dossiê marroquino dentro da FIFA.
A menos de quatro anos do torneio, cada aparição pública do presidente da entidade em território anfitrião funciona como termômetro do andamento das obras e da relação institucional.
Como será a Copa do Mundo de 2030
A Copa de 2030 será dividida entre Marrocos, Espanha e Portugal, com três partidas de abertura no Uruguai, na Argentina e no Paraguai. O formato foi ratificado pelo Congresso da FIFA em dezembro de 2024 e homenageia os cem anos da primeira Copa, disputada no Uruguai em 1930, com a final no Estádio Centenário, em Montevidéu.
Serão 48 seleções e 104 jogos, mesmo modelo estreado em 2026. Na prática, o torneio atravessará três continentes e seis países, algo inédito na história da competição. A FIFA ainda precisa detalhar como ficará o calendário e o deslocamento das seleções que jogarem na América do Sul antes de cruzar o Atlântico.
Para o Marrocos, o projeto envolve reformas nos estádios de Casablanca, Rabat, Tânger, Marrakech, Agadir e Fez, além do Grande Estádio Hassan II, em Benslimane, com capacidade anunciada em torno de 115 mil lugares e candidato declarado a receber a final.
O que a Copa de 2030 significa para o Brasil
O Brasil não terá sede em 2030, mas tem ligação direta com o simbolismo da edição: a Seleção esteve na Copa inaugural de 1930, no Uruguai, e é a única a ter disputado todas as edições do Mundial. Voltar ao continente sul-americano na abertura, ainda que por três jogos, tem forte apelo histórico para a torcida brasileira.
Do ponto de vista de elenco, 2030 aponta para uma geração no auge. Vinícius Júnior terá 29 anos, Endrick e Estêvão chegarão aos 23, e a base formada nas categorias de 2005 a 2008 estará madura. É o horizonte natural do projeto da CBF após o ciclo atual.
O Brasil também segue no mapa da FIFA como organizador: o país recebe a Copa do Mundo Feminina de 2027, decisão aprovada em congresso da entidade. Ou seja, o intervalo entre 2027 e 2030 concentra dois grandes eventos com participação brasileira relevante.
O Marrocos virou potência do futebol mundial
A ascensão marroquina não é apenas política. Em 2022, o Marrocos se tornou a primeira seleção africana e árabe a alcançar uma semifinal de Copa do Mundo, eliminando Bélgica, Espanha e Portugal no caminho antes de cair diante da França. Foi o resultado que colocou o país definitivamente no radar dos grandes centros europeus.
O país também sediou a Copa Africana de Nações, funcionando como ensaio geral de logística, segurança e bilheteria para 2030. A academia Mohammed VI, em Salé, se tornou referência de formação no continente e abastece clubes das principais ligas europeias.
Para o público brasileiro, o Marrocos é um adversário conhecido: as seleções se enfrentaram em amistoso em Tânger, em março de 2023, com vitória marroquina por 2 a 1. Um resultado que ajudou a construir a reputação atual dos Leões do Atlas.
FAQ
O que Infantino disse sobre o Marrocos?
O presidente da FIFA afirmou se sentir ’em casa’ no Reino do Marrocos, onde participou das celebrações da Festa do Trono presididas pelo rei Mohammed VI em M’diq, e demonstrou entusiasmo com a organização marroquina da Copa de 2030.
Quais países vão sediar a Copa do Mundo de 2030?
Marrocos, Espanha e Portugal recebem a maior parte do torneio. Uruguai, Argentina e Paraguai sediam um jogo de abertura cada, em homenagem ao centenário da primeira Copa do Mundo.
Por que a Copa de 2030 é chamada de edição do centenário?
Porque a primeira Copa do Mundo foi disputada no Uruguai em 1930. A edição de 2030 marca os cem anos da competição, e por isso três partidas serão realizadas na América do Sul.
O Brasil vai sediar algum jogo da Copa de 2030?
Não. As três partidas sul-americanas estão previstas para Uruguai, Argentina e Paraguai. O Brasil, porém, é o país-sede da Copa do Mundo Feminina de 2027.
Quantas seleções vão disputar a Copa de 2030?
Serão 48 seleções e 104 jogos, o mesmo formato adotado a partir de 2026, distribuídos entre as sedes do Marrocos, da Espanha e de Portugal, além das três partidas inaugurais na América do Sul.
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