
Gianni Infantino percorreu quase 60 mil milhas durante a Copa do Mundo 2026, mais de duas voltas ao planeta. O presidente da FIFA acumulou 115 horas de voo e passou por 21 aeroportos diferentes entre Estados Unidos, Canadá e México. Às vésperas da final entre Argentina e Espanha, no MetLife Stadium de Nova Jersey, esses números escancaram o tamanho real do primeiro Mundial com 48 seleções. E ajudam a explicar o desgaste que várias seleções, o Brasil incluído, reclamaram durante o torneio.
Os números da maratona: 60 mil milhas, 115 horas, 21 aeroportos
O registro de viagens de Infantino soma quase 60 mil milhas, cerca de 96 mil quilômetros, além de 115 horas dentro de aviões e 21 aeroportos utilizados. Na média do período de competição, isso significa mais de três horas voando por dia, todos os dias, desde a partida de abertura.
Nenhum jogador chegou perto desse volume. Mesmo as seleções que avançaram até as semifinais fizeram uma fração desses deslocamentos, porque puderam usar centros de treinamento fixos e viajar apenas nos dias de jogo.
Para efeito de comparação: a circunferência da Terra na linha do Equador tem cerca de 24,9 mil milhas. O presidente da FIFA fez o equivalente a duas voltas e meia no mundo em pouco mais de um mês.
Por que a Copa de 48 seleções virou um problema logístico
A ampliação de 32 para 48 seleções é a causa direta desse volume. A Copa 2026 tem 104 jogos contra 64 em 2022, espalhados por 16 cidades-sede em três países. O Catar cabia dentro de um raio de 60 quilômetros; a edição atual ocupa um continente inteiro.
Técnicos e preparadores físicos alertaram sobre isso desde o sorteio. Voos domésticos de quatro a cinco horas, mudanças de fuso e variação climática entre o norte do Canadá e o sul dos Estados Unidos entraram no planejamento de recuperação de todas as comissões técnicas.
A FIFA argumenta que o formato ampliado levou o torneio a nações que nunca haviam se classificado e gerou públicos recordes nos estádios norte-americanos. O debate entre inclusão esportiva e desgaste logístico deve seguir vivo até 2030.
O que a logística cobrou da Seleção Brasileira
O Brasil de Ancelotti sentiu na prática o custo dessa Copa continental. Sorteada no Grupo C ao lado de Marrocos e Haiti, a Seleção teve de administrar deslocamentos internos longos entre as fases, algo que não existia no Catar em 2022.
A comissão técnica optou por manter uma base fixa de treinamentos e voar apenas nos dias próximos aos jogos, modelo semelhante ao adotado pelas principais seleções europeias. A prioridade foi reduzir noites fora do centro de treinamento e proteger a janela de recuperação muscular.
Ainda assim, a alternância de altitude e calor entre as sedes mexicanas e as americanas exigiu ajustes de hidratação e intensidade de treino. É um aprendizado que a CBF deve levar para o planejamento das próximas competições continentais.
Argentina x Espanha: a final que fecha o Mundial mais espalhado da história
A decisão acontece no MetLife Stadium, em Nova Jersey, palco com mais de 82 mil lugares. É o destino final de todos esses quilômetros, para Infantino e para as duas finalistas.
A Argentina, campeã em 2022, busca o bicampeonato consecutivo, algo que não acontece desde o Brasil de 1958 e 1962. A Espanha, atual campeã europeia, chega embalada por uma geração ofensiva jovem que dominou a fase de grupos.
Para o torcedor brasileiro, ver a Argentina disputar mais um título mundial adiciona um tempero conhecido à decisão. Para a FIFA, a final entre duas potências garante audiência global e fecha em alta o primeiro Mundial com 48 seleções.
FAQ
Quantos quilômetros Infantino viajou durante a Copa 2026?
Quase 60 mil milhas, cerca de 96 mil quilômetros, o equivalente a mais de duas voltas ao mundo. Foram 115 horas de voo e 21 aeroportos diferentes.
Por que essa Copa exigiu tantas viagens?
O torneio de 2026 é disputado em três países e 16 cidades-sede, com 104 jogos em vez de 64. O formato com 48 seleções multiplicou os deslocamentos em relação ao Catar.
Onde é a final da Copa do Mundo 2026?
No MetLife Stadium, em Nova Jersey, na região metropolitana de Nova York. É o maior estádio do torneio, com mais de 82 mil lugares.
Quem disputa o título?
Argentina e Espanha. A Argentina defende o título conquistado em 2022 e a Espanha é a atual campeã europeia.
O formato de 48 seleções continuará nas próximas Copas?
Sim, a FIFA confirmou a manutenção do formato ampliado. As discussões se concentram no calendário e na carga de viagens, não no número de participantes.
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