
Aos 39 anos, na sexta Copa da carreira, Lionel Messi tem uma única lacuna: nunca enfrentou a Inglaterra em Copa do Mundo. Maradona construiu sua lenda justamente ali, em 1986. Messi ganhou tudo em 2022 no Catar sem passar por esse obstáculo. E para o Brasil, esse confronto não é um detalhe romântico — é a chance de ver de perto os dois adversários mais perigosos no caminho do Hexa.
Por que a Inglaterra virou a obsessão final de Messi
Messi nunca jogou contra a Inglaterra em uma Copa do Mundo. É a única grande rivalidade argentina que ficou de fora da sua carreira mundialista, e é exatamente por isso que o tema não morre. Maradona eliminou os ingleses em 1986 com a « Mão de Deus » e o gol do século, transformando aquele jogo no capítulo mais citado da história do futebol argentino.
O curioso é que Messi chega em 2026 sem nada a provar em números. Já tem a Copa América de 2021, a Finalíssima de 2022 e o título mundial no Catar. O que falta não é troféu, é imagem: a de Messi decidindo contra a Inglaterra, quarenta anos depois de Maradona ter feito o mesmo.
O que Inglaterra x Argentina revela para a Seleção Brasileira
Para o Brasil, esse duelo funciona como um raio-X gratuito dos dois times que podem eliminar a Seleção no mata-mata. A Argentina de Messi joga o jogo curto: controla o ritmo, provoca, força o adversário ao erro e decide em detalhe. A Inglaterra tem elenco individualmente forte, mas histórico de travar em jogos decisivos. Contra estilos opostos, o Brasil precisa de respostas diferentes.
Sob Carlo Ancelotti, o Brasil aposta em uma estrutura mais organizada defensivamente do que nas Copas anteriores, sem abrir mão da velocidade pelos lados. É esse equilíbrio que decide um mata-mata contra a Argentina: não adianta ter mais posse se o rival é especialista em transformar o jogo em uma guerra de nervos. O erro brasileiro em 2022, contra a Croácia, foi exatamente esse.
Argentina ou Inglaterra: qual rival assusta mais o Brasil?
A Argentina assusta mais, e o motivo é maturidade competitiva. Os argentinos venceram a Copa de 2022 sabendo administrar prorrogações e pênaltis, algo que a Inglaterra ainda não provou sistematicamente. Um mata-mata contra a Argentina raramente é decidido no talento — é decidido em quem aguenta a pressão nos últimos vinte minutos.
A Inglaterra, por outro lado, é o tipo de adversário que o Brasil historicamente encara bem: time que quer a bola, joga em bloco alto e deixa espaço nas costas da linha defensiva. Com Vinícius Júnior e o ataque brasileiro em velocidade, esse é o cenário ideal. O problema é que a Seleção nem sempre pode escolher o rival.
Messi, Maradona e o peso de um jogo que ainda não aconteceu
Maradona ganhou a Copa de 1986 eliminando a Inglaterra; Messi ganhou a de 2022 sem nunca cruzar com eles. É aí que mora toda a diferença simbólica entre os dois na Argentina, onde a lenda não se mede só em troféus, mas em narrativas com um inimigo reconhecível.
Aos 39 anos, Messi provavelmente não será o jogador mais decisivo do torneio — e ele sabe disso. Mas um único lance contra a Inglaterra bastaria para fechar a última fresta entre ele e Maradona no imaginário argentino. Para o Brasil, a leitura é mais fria: quanto mais longe Messi for, mais perto ele fica de cruzar o caminho do Hexa.
FAQ
Messi já enfrentou a Inglaterra em Copa do Mundo?
Não. Mesmo com seis participações em Copas, Lionel Messi nunca enfrentou a Inglaterra em um jogo de Copa do Mundo — é a grande lacuna da sua carreira mundialista.
Por que a comparação com Maradona sempre volta nesse assunto?
Porque Maradona eliminou a Inglaterra em 1986 com a « Mão de Deus » e o gol do século. Aquele jogo virou o símbolo da sua lenda, e Messi não tem um capítulo equivalente contra os ingleses.
Quantos anos Messi tem nesta Copa?
Ele tem 39 anos e disputa sua sexta Copa do Mundo, o que o coloca entre os jogadores mais experientes da história do torneio.
O Brasil pode pegar a Argentina ou a Inglaterra em 2026?
Sim, a partir do mata-mata. Com o formato de 48 seleções, o caminho até a final é mais longo, o que aumenta a chance de cruzar com pelo menos uma dessas duas seleções.
Qual é a maior arma do Brasil contra esses dois rivais?
A velocidade nas transições e a profundidade do elenco ofensivo. Contra times que querem controlar o ritmo ou a posse, o Brasil pode decidir em poucos segundos de desequilíbrio, sem precisar dominar o jogo inteiro.
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