Pocognoli, ex-Monaco, é o favorito para assumir a seleção da Escócia

Sebastien Pocognoli, ex-tecnico do Monaco, a beira do campo

Sebastien Pocognoli é o favorito para se tornar o novo treinador da seleção da Escócia. Segundo a BBC, a federação escocesa identificou o belga de 39 anos, ex-comandante do Monaco, como o alvo prioritário para substituir Steve Clarke, e o anúncio pode sair em breve. Para o torcedor brasileiro, o nome não é estranho: foi ele quem comandou o elenco monegasco que tem brasileiros no dia a dia.

O que a federação escocesa está negociando

Pocognoli aparece como o principal nome na lista da Scottish FA para o cargo de técnico da seleção. De acordo com a BBC, ele está entre os treinadores já conversados por Ian Maxwell, CEO da federação, e por Craig Mulholland, nomeado diretor de futebol em maio. Nada foi oficializado até aqui — trata-se de uma preferência interna, não de um acordo assinado.

O prazo, porém, parece curto. Fala-se que a nomeação pode ser iminente, o que sugere que a federação quer resolver o assunto antes da retomada do calendário de seleções. Quem assumir vai herdar um grupo moldado por anos de trabalho defensivo sob Steve Clarke e precisará imprimir rapidamente uma ideia própria.

A passagem pelo Monaco e a conexão brasileira

A passagem de Pocognoli pelo Monaco foi curta: ele chegou ao Principado depois do título belga e deixou o clube ao fim da temporada passada. Mesmo breve, o período o colocou à frente de um elenco de Ligue 1 acostumado à Champions League, com forte presença de sul-americanos — o Monaco vem há anos apostando em brasileiros como caminho de valorização, caso do lateral Vanderson e do também lateral Caio Henrique.

Esse detalhe importa. Treinadores que já dirigiram brasileiros no futebol europeu costumam chegar às seleções com repertório maior de gestão de vestiário multicultural. E o mercado europeu segue olhando para o Brasil como fornecedor principal de laterais e atacantes de alta velocidade, exatamente o perfil que o modelo de jogo de Pocognoli valoriza.

O título que colocou o nome dele no mapa

O grande argumento de Pocognoli é o Union Saint-Gilloise. Na temporada 2024-25, ele levou o clube de Bruxelas ao primeiro título do Campeonato Belga em 90 anos, superando gigantes como Club Brugge e Anderlecht com orçamento muito menor. Foi uma campanha construída na organização coletiva, não na folha salarial.

É esse tipo de currículo que interessa a uma seleção. País nenhum contrata reforços na janela: trabalha com o que tem. Um treinador que provou saber extrair rendimento acima da média de um elenco limitado é praticamente a definição do que a Escócia procura.

De lateral-esquerdo a técnico em poucos anos

Antes de virar treinador, Pocognoli foi lateral-esquerdo com carreira rodada na Europa: Standard Liège, AZ Alkmaar, Hannover, West Bromwich Albion e Brighton, além do retorno à Bélgica. Chegou a defender a seleção belga, o que lhe deu contato direto com o ambiente de jogos internacionais.

A transição para o banco foi veloz. Ele passou pelas categorias de base e pela comissão técnica do Union Saint-Gilloise antes de assumir o comando, e hoje integra a geração de treinadores belgas abaixo dos 45 anos que o mercado europeu disputa. Se a contratação se confirmar, a Escócia estará apostando em método e juventude, e não em um nome consagrado.

FAQ

Quem é Sebastien Pocognoli?

É um treinador belga de 39 anos, ex-lateral-esquerdo com passagens por Standard Liège, AZ Alkmaar, Hannover, West Brom e Brighton. Como técnico, levou o Union Saint-Gilloise ao título belga em 2024-25 e depois comandou o Monaco, na França.

A contratação pela Escócia já está confirmada?

Não. Segundo a BBC, ele é o candidato preferencial da federação escocesa, mas não houve anúncio oficial. Fala-se que a definição pode acontecer em breve.

Por que a Escócia precisa de um novo treinador?

O cargo ficou aberto após a saída de Steve Clarke, que comandava a seleção desde 2019. O processo de escolha vem sendo conduzido por Ian Maxwell e Craig Mulholland.

Ele trabalhou com jogadores brasileiros?

Sim, indiretamente pela passagem no Monaco, clube que mantém brasileiros no elenco, entre eles os laterais Vanderson e Caio Henrique. O clube francês é uma das principais portas de entrada de jovens brasileiros no futebol europeu.

Qual é o estilo de jogo dele?

No Union Saint-Gilloise, seu time se apoiava em bloco compacto, pressão coordenada e transições rápidas, tirando rendimento máximo de um elenco com orçamento bem menor que o dos rivais diretos.

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By sasha

Sasha é redator de futebol e analista de partidas da Copa do Mundo 2026. Especializado em tática, momento das seleções e mercados de apostas, Sasha analisa cada jogo, as escalações prováveis e as odds para o leitor acompanhar o torneio com vantagem.

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